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Entrevista com Paulo Carias - METAL AND WOOD

Bom dia Esta semana voltamos às entrevistas com os empreendedores do nosso Concelho. Desta vez, falámos com Paulos Carias da Metal and Wood, que nos contou tudo sobre esta realidade. Conte-nos um pouco sobre como nasceu a Metal and Wood.

Este projeto surgiu há cerca de cinco anos, quando fui com um ex-colega meu aos EUA. Fomos a um local onde vimos este tipo de mobiliário e depois visitámos a fábrica. Era um conceito onde havia um showroom e a fábrica por trás. Uma vez que este conceito não existia em Portugal trocámos umas ideias e avançámos. Não havendo em Portugal este tipo de mobiliário, apostámos neste nicho de mercado e abrimos há cerca de quatro anos. A nossa sede é em Azambuja, mas a fábrica é na zona industrial do Cartaxo.

Que tipo de mobiliário oferecem e como se diferenciam?

O core business da oferta é mobiliário rústico industrial, em metal e madeira. Numa fase inicial, fizemos peças de decoração em metal e outro tipo, não só de metal e madeira. Trabalhamos apenas com madeiras maciças, maioritariamente pinho. Ou seja, não trabalhamos com madeira industrializada. Temos também alguns trabalhos em freixo e outros em carvalho. Para outras encomendas específicas, utilizamos jatobás e outras madeiras. Fabricamos mobiliário para casas e empresas. Na área empresarial, focamo-nos na área da restauração. Vendemos para bares de cerveja artesanal, winebars, empresas vinícolas que têm restaurantes típicos, com esse conceito do industrial. Diferenciamo-nos na medida em que os trabalhos que nós fazemos em termos de metal e madeira é tudo personalizado, por medida. O nosso processo de pintura também é diferente, não é pintura feita com lata de spray. Há todo um processo cuidado até chegar à finalização da pintura e utilizamos materiais próprios para obtermos uma pintura como deve ser. A madeira é comprada a nível nacional. O metal também é comprado a nível nacional, em distribuidores nacionais. Não compramos fora, embora alguma madeira seja de fora obviamente.

Como é que estes dois últimos anos de pandemia impactaram a empresa? Sente que houve agora uma maior procura?

Na pandemia houve um reverso da oferta, pois o nosso ponto forte era a área da restauração. Conforme os restaurantes foram fechando, crescemos na área das casas particulares. Assim que a pandemia abrandou, a parte da restauração e empresarial constitui a maior parte das encomendas. Fabricamos peças para casas de vinho, adegas, cerveja e estamos agora a fazer mais trabalhos para empresas de eventos genéricos, maioritariamente casamentos, que começaram a aumentar. Atendemos aos pedidos para estruturas em ferro dentro deste conceito e fazemos praticamente o mobiliário todo: mesas, cadeiras e outros suportes. Fechámos agora um projeto com uma cerveja artesanal com a Finlândia e estamos também a fechar outro em França. Agora é arrancar com esses projetos internacionais e alavancar para outros países da Europa. É realmente muito gratificante ver que a empresa está a crescer e, até ao final do ano, vamos ter mais duas pessoas.

Em termos de Concelho, como é que Azambuja poderá ser uma mais-valia para a Metal and Wood e como é que a empresa poderá ser um bom contributo para o Concelho?

Estamos num concelho que tem muita empresa de logística, onde podemos fabricar mobiliário mais específico e com uma visibilidade diferente do qua a secretária comum. Algo mais ‘’fora da caixa’’, diferente das lojas tradicionais. Gostaríamos talvez de ter mais exposição visual e colocar a fábrica em Azambuja poderia ser vantajoso. Temos também a vantagem de estarmos incluídos no HubsLisbon Azambuja e, através do Hubs, gostaríamos de capitalizar toda a rede de contactos que o Hubs tem, em termos de contactos com empresas, que são muitas, não só a nível empresarial, mas também para casas. Creio que teremos essa visibilidade para fabricar para pessoas que trabalham no Concelho. Os funcionários que trabalham nestas empresas poderão também estar interessados em adquirir peças para as suas casas. Esse é um contributo que podemos oferecer – poder fazer algo diferente. E no Concelho não há nenhuma empresa a fazer o que nós fazemos. O ser diferente não quer dizer que custe muito dinheiro, podemos oferecer uma peça diferente a um custo acessível. SAIBA MAIS sobre a Metal and Wood - - - AQUI


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